Falta de amor-próprio e relacionamentos ruins: o “casamento perfeito”

Descubra como a falta de amor-próprio nos afasta dos relacionamentos saudáveis

por Maria Júlia Freitas

Por Geovana Amorim

Todas nós já ouvimos a frase “você precisa se amar, amor-próprio em primeiro lugar!”Mas a pergunta que fica é: por quê? Por que eu deveria fazer isso? Por que as pessoas tentam nos fazer engolir a seco essa afirmação sem nenhum contexto? Pois é, foram exatamente essas as minhas indignações internas quando pensava a respeito desse assunto. Eu sempre ouvia que ter amor-próprio era muito importante, mas ninguém sabia me explicar o porquê.

Então depois de muito estudar e analisar na prática em minha experiência como terapeuta, venho te trazer o esclarecimento que gostaria de ter tido.

Quando pensamos em amor-próprio, seu conceito nos diz que é o amor que sentimos por nós mesmos. Mas como a forma que nos sentimos sobre nosso mundo interior reflete na nossa vida?

Tudo mudou quando entendi que a maneira como nos enxergamos internamente é o que dita os nossos comportamentos e, consequentemente, a forma como nos relacionamos com outras pessoas. Dito isso, podemos perceber que se a nossa autoimagem, a maneira como nos enxergamos, é carregada de sentimentos negativos como culpas, inseguranças e julgamentos, consequentemente, essa será a maneira que nos mostraremos para o mundo: como mulheres frágeis, inseguras e dependentes emocionalmente da validação alheia.

Por consequência, nos permitimos entrar e permanecer em relacionamentos ruins. Um exemplo disso é quando nos vemos dependentes emocionalmente de nosso parceiro, colocando-o em uma espécie de pedestal enquanto nos inferiorizamos internamente, nos dizendo que se o perdermos, jamais seremos capazes de conquistar outra pessoa melhor. Assim, agimos com total desespero e escassez, e antes que percebamos, sufocamos nossos parceiros até que eles comecem a reforçar, em suas palavras e ações, os sentimentos depreciativos que já existiam dentro de nós.

Então, para evitar que esse ciclo se repita, venho te propor um exercício: comece hoje a observar a maneira como você se enxerga, quais são palavras que você se diz, e perceba como isso reflete no comportamento dos outros a sua volta. Tenho certeza de que a partir do momento em que você começar a se olhar com mais amor, carinho e empatia, o mundo ao seu redor passará a te enxergar do jeito que você realmente merece ser vista: como a mulher incrível que sempre foi!

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