MKT de Oportunidade X Oportunismo

Dicas para marcas se posicionarem apoiando o Rio Grande do Sul

por Maria Júlia Freitas

Por Natália Fontenla

Uma das coisas que mais tenho respondido nas últimas semanas é a pergunta: De que forma minha marca pode contribuir para o Rio Grande do Sul sem parecer que está forçando e fazendo marketing em cima de uma tragédia?

Essa preocupação é muito legítima e quando ela aparece é um ótimo sinal. Sinal de que o bom senso e a empatia se fizeram presentes assim como o desejo de ajudar. E é justamente essa sensibilidade e coerência que vão sustentar um bom posicionamento de marca.

Imagem: reprodução/redes sociais

Quando uma tragédia como essa acontece, em que vidas foram perdidas e uma comunidade foi severamente impactada a abordagem de marketing precisa se basear em respeito e compaixão. Nesse caso, o principal objetivo é apoiar as pessoas afetadas na reconstrução das suas vidas, oferecendo ajuda real e efetiva.

Infelizmente, existem organizações e pessoas adotando estratégias que abrem brecha para um questionamento mínimo, como: “nunca vi essa marca adotando uma postura solidária em suas ações e agora está conectando suas estratégias comerciais às vítimas do Rio Grande do Sul”. Nesse caso, há uma percepção de Marketing de Oportunidade, porque o consumidor já é capaz de identificar aquilo que faz ou o que não faz parte da identidade da marca. E é aí que nasce a dúvida: será que essa marca está tentando se capitalizar em meio a essa situação tão dolorosa?

Marketing de oportunidade, quando mal praticado, pode prejudicar e muito a imagem da marca, que corre o risco de parecer oportunista, antiética e comprometer a percepção de responsabilidade social corporativa.

Então, como as marcas devem agir?

Coerência acima de tudo. Em momentos de comoção como esse, as marcas devem se voltar para os seus valores. Marcas são como pessoas, tem a sua identidade e visão de mundo. Esse é um momento para as marcas usarem sua influência e recursos para promover ações de apoio, e oferecer suporte às áreas atingidas. Seja incentivando doação financeira para organizações confiáveis, organizando campanhas para arrecadar itens classificados como necessidades básicas, compartilhando conteúdo útil, combatendo fake news, entre outros. Empresas que compram de marcas do Rio Grande do Sul podem exercer seu compromisso de continuar comprando para contribuir de forma genuína com a economia das áreas afetadas.

Essas são algumas sugestões que podem nortear um posicionamento de marca mais ético, solidário e responsável, fortalecendo a imagem da marca e distanciando a percepção de oportunismo.

 

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1 Comente

Dr Saúde Angra 3 de junho de 2024 - 18:15

Muito bem colocado, a empresa precisa cuidar da sua marca, da mesma forma que os proprietários cuidam da sua imagem. Quem ajuda não anuncia, não propaga.

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