Por Brenda Nury

Desde 2017, o Festival de Filmes de Barra Mansa, vem trazendo o mundo do cinema para os holofotes e às telas da cidade. Com o apoio da Rede Cine Show e a Secretaria de Cultura da Cidade de Barra Mansa, desde 2020, o festival sob a produção de Danilo Calegari exibe filmes produzidos na região, e do Brasil inteiro. Este ano o festival vem com a novidade da inclusão e da Lei Paulo Gustavo custear parte do festival, viabilizando dois dias exclusivos para as mulheres com o Cine Delas e a comunidade LGBTQIAPN+ com o Cine Paratodes. Com isso abre espaço para produções dirigidas por mulheres e com temática LGBTQIAPN+, dois grandes grupos que precisam, cada vez mais, de debate e inclusão. Que seja apenas o começo para grupos minoritários.

Os festivais desempenham um papel vital no mundo do audiovisual. Permitem que cineastas, entusiastas e o público em geral se conectem e celebrem a sétima arte. Eles são a primeira oportunidade para um filme ser exibido. É através deles que muitos filmes são licenciados e descobertos. Além disso, os festivais proporcionam uma plataforma para novos talentos apresentarem seus projetos.

Segundo a Ancine, “Muitas vezes, as mostras e festivais são a primeira porta de entrada de uma obra audiovisual, além de serem os principais canais de difusão de obras de novos realizadores, de curtas-metragens e de produções nacionais e estrangeiras não exibidas em circuito comercial. Além disso, o estímulo à exibição cinematográfica e a possibilidade de levar o cinema e a produção audiovisual até o público nas cidades mais distantes dos grandes centros são também objetivos de realizadores de mostras e festivais.”.

Com o nível de investimento que Barra Mansa possui para a cultura seria muito pedir que qualquer grupo de atores construíssem um filme, mas quero ressaltar este grande feito que é produzir audiovisual, onde Danilo Calegari, Arte Infoco e Sala Preta, tem feito nos últimos anos em nossa cidade, em maior ou menor grau, por 2 motivos:

  • Produzir um filme é extremamente caro e complexo;
  • Elevar a qualidade técnica a cada ano que passa é algo majestoso.

O audiovisual é uma área cara, muito cara. Entre pessoal técnico, elenco, equipamentos, locações, transporte e alimentação; os produtores de cinema da cidade, na maioria das vezes, pagam para trabalhar e nos últimos 4 anos acompanhei de perto a jornada que a Cia Calegari tem feito para que o Festival de Filmes da cidade e os talentos regionais sejam vistos na tela do cinema. Eu vi filmes serem produzidos com zero reais, vi produtores levarem muitos nãos de empresários, vi R$2.000,00 virar R$20.000,00, em termos de produção, e vi também prêmios nacionais e internacionais de cinema, serem ganhos por pessoas que foram tratadas como “impremiáveis”. E sabe o que mais me emocionou nesses últimos 4 anos de festivais ininterruptos? Ver colegas de trabalho se dedicarem como se essas pequenas produções fossem produções de Hollywood. Eu vi riso, eu vi choro, eu vi atores parados se abraçando e olhando seus nomes no cartaz do cinema, eu vi familiares se orgulhando vendo a tela magica que amplifica tudo e todos pela primeira vez, eu vi um cinema lotado batendo palmas, e vi tudo isso, de camarote! Eu estava lá e fico muito feliz e honrada em fazer parte deste festival que dá vez e voz a crianças, jovens e adultos que encontraram na arte e no cinema, uma família que briga e abriga, e que acima de tudo está lá fazendo a magia acontecer quando se ouve, em meio ao silêncio, a claquete bater e a voz do diretor ecoar pelo set: “AÇÃO!”

O festival de Filmes de Barra Mansa acontece entre os dias 01 e 10 de março no Cine Show, a entrada é franca e o Diário Delas é patrocinador do Cine Delas com cobertura do evento.

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